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Review | Mario + Rabbids Kingdom Battle DLC: Donkey Kong Adventure

Quem poderia imaginar ter o encanador mais cativante do mundo empunhando uma arma futurista e combatendo coelhos, ao invés de pulando em tartarugas e montando em dinossauros? Indo mais longe, quem poderia imaginar o gorila mais adorado dos vídeo games arremessando bananas bumerangue e tocando tambores para salvar seu reino de um coelho gigante que usa uma gravata?

Pois a Ubisoft em parceria com a Nintendo conseguiu essa proeza. Para quem não está familiarizado com o assunto, estamos falando de Mario + Rabbids Kingdom Battle, primeiro jogo da parceria entre os mundos da Nintendo e Ubisoft para uma plataforma exclusiva da Big N. Neste review falaremos especificamente do Season Pass do jogo original.

Para deixar todo mundo na mesma página vamos explicar inicialmente do que se trata o jogo. A Nintendo e a Ubisoft juntaram os mundos de Mario e Rabbids em uma aventura aos moldes táticos de XCOM. Um campo dividido em quadrados onde os personagens são separados em classes que, por sua vez, possuem armas específicas como shotguns, metralhadoras e snipers. Tudo isso é claro ambientado em um mundo muito colorido, divertido, sem nenhum indício de violência (por mais incrível que pareça, realmente é dessa forma), e com uma campanha e personagens muito engraçados – essa parte fica com os Rabbids que se caracterizam de personagens da franquia da Nintendo como Rabbid Peach, Rabbid Yoshi, Rabbid Luigi e Rabbid Mario. O jogo se passa no mundo de Mario onde os Rabbids são mandados depois de um experimento mal-acabado, e lá, Baby Bowser traça seu plano maligno para colocar o Mushroom Kingdom em perigo.

O Season Pass conta com um pacote de armas adicionais que podem ser utilizadas na campanha principal do jogo. Um kit de armas 8 Bits e um kit SteamPunk, que para serem utilizadas é preciso estar adiantado em um determinado nível da história principal.

Mas o que todos estavam realmente esperando nessa expansão era a campanha extra Donkey Kong Adventure, que coloca o poderoso protagonista macaco como personagem da história paralela.

Nesse capítulo Rabbid Peach é mandada para um mundo paralelo ao que está acontecendo no jogo e acaba caindo na ilha de DK, dando de cara com nosso amigo macaco e com Rabbid Cranky – que por sinal me arrancou muitas, mas muitas risadas. A expansão só é habilitada para ser jogada após o primeiro capítulo do jogo principal ser concluído. Isso acontece para que a história da DLC faça sentido no contexto geral de todo o título (muito bem encaixada, por sinal).

A jogatina ainda continua nos mesmos moldes de XCOM, mas com mecânicas muito diferentes e que renovam a forma com que o jogador é apresentado. Dessa forma a sensação de um novo jogo a ser aprendido existe, mas o conhecimento tático aprendido se faz totalmente útil para combater os diversos tipos de inimigos (todos assim como no jogo principal, são Rabbids que sofreram algum tipo de mutação).

DK tem mecânicas como agarrar objetos do cenário, aliados e até inimigos e arremessa-los pelo campo de batalha. Além disso o clássico “tambor” icônico da série está disponível como uma das habilidades do personagem. Cranky utiliza seu poder do sono para fazer os inimigos perderem um turno e conta com a arma que é semelhante à shotgun, e Rabbid Peach fica responsável por ser a suporte e healer do time.

A Ubisoft corrigiu uma das coisas que mais desagradava os jogadores no jogo principal que é a câmera travada em certos momentos, não permitindo que você tivesse liberdade na movimentação, não só dificultando o fator de encontrar colecionáveis pelo mapa, mas também restringindo que se pudesse observar com carinho o cenário do jogo, que é tão colorido e bem trabalhado.

A DLC é de apenas um mundo, diferentemente do jogo principal que conta com quatro, mas esse um único é praticamente do tamanho de dois no jogo original, como conta o diretor criativo do título, Davide Soliani.

Nós nos re-priorizamos. Seria uma experiência pequena, duas a três horas, um mundo. Mas no final, é quase a metade do jogo principal. No jogo principal você tem 27 minutos de cinemáticas, DK tem 20. No jogo principal você tem quatro mundos, este é um deles, mas é tão grande quanto dois. São 10 horas de jogo. Colocamos tudo em ação – toda a nossa paixão.

DK Adventure é uma DLC muito boa para quem gostou do jogo principal. As mecânicas novas, o humor, tudo isso melhorou aquilo que já era bom. A história se mostra OK, mas a diversão veio em doses muito boas com essa injeção de novidades dada ao título.

 

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