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Review | Jump Force

Jump Force, lançado em 15 de Fevereiro pela Bandai Namco para PlayStation 4, Xbox One e PC, é uma homenagem aos 50 anos da revista japonesa Shonen Jump, onde se originou diversas histórias que se popularizaram no resto do mundo através de mangás e animes, como Dragon Ball, Naruto, One Piece e Cavaleiros do Zodíaco. O game traz uma mistura de personagens de diferentes universos, que juntos formam a iniciativa Jump Force, uma organização que luta para livrar o mundo de vilões que querem dominá-lo.

Modo campanha

O game traz um cenário que funciona como um hub, onde seu personagem precisa ir em diversas áreas para ativar as missões. Por vezes as missões são ativadas em quiosques, em outras são ativadas ao interagir com determinados NPCs.

A história de fundo é bem genérica e sem pé nem cabeça: o universo Shonen Jump colide com o mundo real, e os heróis irão enfrentar quem está causando isso tudo.

No game, você cria um avatar, que irá acompanhar os demais heróis durante as batalhas.

O objetivo do game era trazer o maior número possível de heróis, de todos os universos e franquias possíveis. Até por conta disso, ficou bem difícil fazer um enredo que fizesse sentido com tanta mistura.

Durante a jogatina, o game mescla cutscenes com animação, e vozes dubladas (em japonês), com cenas estáticas, em que os personagens ficam parados, conversando por textos. Isso me causou bastante estranheza, e me decepcionou pelo excesso de cenas com texto.

O ritmo lento de avanço no jogo também é um ponto negativo. Durante um bom tempo você vai enfrentando inimigos, que na verdade são heróis que estão sendo controlados pelo lado inimigo, e cada vez que você os vence, eles são recrutados para a iniciativa Jump Force.

Outra coisa que incomoda demais são os muitos loadings que o game tem. Cada vez que você acessa uma missão ou um gatilho de história, há loading da cena, depois que acaba a cena há loading do início da batalha. Se fossem loadings rápidos, tudo bem, mas são frequentes e demorados.

Jogabilidade agradável mas superficial

Com tantos personagens diferentes, com poderes, habilidades e características singulares de seus próprios universos, Jump Force optou por uma jogabilidade simplificada, atribuindo um botão para ativar os poderes (RT/R2), sendo que ao pressioná-lo, os botões da face do controle servirão cada um para golpe especial de seu lutador. Há também um botão de golpe forte, golpe fraco, para pulo, defesa, e para agarrão.

O jogo se baseia, em grande parte do tempo em batalhas de equipes formadas por 3 lutadores, porém, a barra de energia é única, mesmo trocando de lutador durante a batalha.

Conforme você apanha, um medidor de “especial” vai se enchendo, e quando atingir determinado nível, permitirá o uso de uma habilidade de golpe especial desperto, que é muito forte, e muito bonito de se assistir ou apenas usar o modo despert que irá ligar um boost  temporário para seus golpes normais.

Aliás, os golpes especiais (mesmo os normais) estão muito bem feitos, e é incrível utilizá-los durante as lutas.

As estratégias de lutas não abrangem muita complexidade, o que torna a jogatina enjoativa depois de certo tempo.

O ponto mais forte do jogo é justamente a satisfação de juntar seus personagens favoritos e desencadear os golpes especiais que lhes são característicos.

Há personagens que modificam seus visuais após o uso do despertar ou do golpe especial desperto, como Seiya e Shiryu que passam a usar as armaduras de ouro, de Sagitário e Libra, respectivamente.

Há uma barra de fôlego  (ou movimentação se assim preferir) que se desgasta para dar dashes ou fugir de combos do inimigo, trazendo uma leve camada de estratégia em seu uso.

Elenco do game

No game base são 40 lutadores (serão adicionados outros por meios pacotes DLC), sendo que há uma mescla bem interessante de personagens. Claro que não foi possível inserir todos os personagens de cada franquia, mas os escolhidos representam bem sua série de origem. É complicado falar de algum destaque específico, pois dependerá da experiência que cada jogador teve com cada franquia. No meu caso, gostei bastante de ver Goku, Vegeta, Seiya, Shiryu, Yusuke Urameshi, Toguro, Naruto, Sasuke, Kakashi. Mas há muitos outros, e o mais legal é jogar com cada um deles e reconhecer sob seu controle cada movimento e especial que você só via antes pelos mangás ou animes.

Este review foi produzido por meio de uma cópia de Xbox One gentilmente cedida pela assessoria de imprensa da Bandai Namco no Brasil.

Gustavo Vegas
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