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Review | Monster Hunter: World

Quando se recebe a notícia de um novo RPG de ação japonês e com monstros gigantes, todo mundo se remete ao bordão: “Mais um jogo estilo Dark Souls”. E incrivelmente isso não é o que temos, Monster Hunter: World, lançado em 26 de janeiro pela Capcom, traz uma proposta que mescla exploração, tática, uma dose satisfatória de dificuldade e muita diversão.

Você como explorador da chamada Quinta Frota, acompanhado de uma navegadora e seu simpático e cativante Amigato, partem em busca do Novo Mundo até que sua embarcação naufraga ao colidir com um gigante Dragão Ancião. Após se salvar você chega em Astera, cidade principal do jogo, que logo de início mostra quão amplo e complexo é sua proposta: ferreiro, cozinheiro, herbalista, geólogo, mercadores, tudo que se espera de um jogo dessa categoria.

Com 14 categorias de armas, cada uma possuindo uma árvore de evolução baseada em materiais coletados, e sets de armaduras forjadas com partes dos monstros caçados. São inúmeras possibilidades e opções. Cada arma ou armadura necessita de um material bem específico, fazendo que para tanto, seja necessário caçar o mesmo monstro mais de uma vez, ou até mesmo passar horas andando pelos mapas procurando um pedaço de osso bem específico nas carcaças.

 

É melhor que Dark Souls?

Todo RPG de ação lançado atualmente levanta essa pergunta. Monster Hunter celebra seu vigésimo lançamento, começando em 2004 no PlayStation 2 e Dark Souls aparece em 2011, portanto o mais correto seria perguntar o contrário: se Dark Souls é melhor que Monster Hunter.

Eu nunca havia jogado algum jogo da franquia, mas já finalizei todos os Dark Souls e as comparações que notei foram por conta da similaridade na mecânica de luta, com um botão pra golpe forte e outro pra fraco, o rolamento indispensável, barra de stamina, comunicação por gestos, modo co-op com até quatro pessoas e o jogo não possuir pausas. E claro, é imperdoável quando se tenta sair atacando a torto e direito.

Caçar sim, matar, nem sempre!

Apesar do título exaltar a caça, o jogo reforça que os monstros são parte da natureza e que o propósito é o controle, não sua extinção. Você irá se deparar com todo tipo de espécie, desde herbívoros, até o mais feroz dos carnívoros.

Na missão, se você voltar com o monstro vivo, ganhará um bônus. Para isso, quando ele estiver mancando, use bombas tranquilizantes para desmaiá-lo.

Sua caça se inicia procurando pegadas ou vestígios, assim, aumentando seu nível com relação ao conhecimento obtido de determinado monstro. Além disso, no geólogo em Astera você terá informações dos pontos fracos e fortes, tão como, qual arma usar e onde atacar.

Não será raro você sair para caçar um monstro e aparecer um maior que poderá facilmente matar todo mundo, eu mesmo cheguei a me deparar com três monstros ao mesmo tempo.

Se você matar um que não fizer parte da sua missão, ele tem respawn logo em seguida, então, se fizer isso, não perca muito tempo tirando foto para postar no Facebook. São mais de 30 monstros, grandes, fortes e com um nível de detalhismo impressionante.

 

Quero ser um caçador

A evolução do jogo é medida pelo ranking do caçador, nível do Amigato e do seu armamento através do ferreiro.

O jogo tem por padrão um idioma nativo que pode ser alterado para inglês com legendas em português, no entanto, em todas as conversas durante o jogo, a primeira frase é sonora e o restante do diálogo acontece apenas por legendas, com seu personagem apelas interagindo com sinais.

A história principal tem duração de 50 horas e os exploradores de plantão podem comemorar, pois precisam de pelo menos 100 horas para limpar o jogo todo. Eu estou com um pouco mais de 20 horas e sinto que a história não chegou na metade.

As missões estão divididas em quatro categorias, Designada (história), Opcional, Investigações – que geralmente são solicitadas por NPCs e são ótimas opções para explorar o mundo livremente e Eventos, que são missões criadas por você ou por outros jogadores.

O jogo ainda disponibiliza uma arena para você enfrentar novamente os monstro derrotados, uma ótima opção para testar builds.

Me diga com quem andas, que te direis quem és!

Dificilmente você estará sozinho, sempre acompanhado da navegadora e/ou do seu companheiro, o Amigato.

Falando nele, sua função é auxiliar nas batalhas com ataques, curar seus pontos de vida na hora do sufoco e, por que não, aquela ajuda para recolher materiais. Ele serve também de reforço quando você estiver sobre status de confusão, ele se aproxima e num movimento bem afável, te acorda.

No decorrer do jogo será liberado a possibilidade de liderar expedições dos amigatos afim de coletar recursos e materiais.

Para iniciar o modo cooperativo, você dispara um sinal SOS para chamar ajuda e quando você quer ajudar, em Astera no painel de missões, deve procurar por sinais disparados. Quando três jogadores ou mais jogadores estiverem em cena, o Amigato sai de cena, ficando apenas os personagens.

 

Vale a pena?

Com versões para PlayStation 4, Xbox One e PC, com otimização 4K para os consoles, Monster Hunter: World é um RPG de ação que deve ser colocado na lista de desejo de muitos que gostam desse estilo de jogo.

Ele foi testado no Xbox One, com resolução de 1080p, aonde se percebe um considerável serrilhamento e até uma queda na resolução para deixar o jogo a 30 FPS, mas nada que desmereça a qualidade gráfica do jogo e sua diversão.

2018 mal começou e já ganhou um excelente RPG de peso para alegrar as jogatinas dos futuros caçadores da Quinta Frota de Astera.

 

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Este review foi produzido com uma cópia de Xbox One cedida pela assessoria de imprensa da Capcom.

Vitor Santos
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