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Review | Starlink: Battle for Atlas

Imaginem uma mistura de Star Fox com No Man’s Sky: temos Starlink: Battle for Atlas!

A pegada do jogo não é tão séria quanto um Elite Dangerous, mas isso não se torna algo negativo, muito pelo contrário! Até pelos estilo de arte utilizado, meio desenho, ele se mostra mais descolado da realidade.

Versões

Lançado pela Ubisoft para PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch no dia 16 de outubro de 2018, Starlink veio com dois conceitos para a escolha do consumidor: o modelo digital e o modelo “toys-to-life”. Para quem não conhece, toys-to-life é uma modalidade onde o jogador utiliza action figures ou objetos físicos para interagir no jogo. O jogo mais famoso que se utiliza deste modelo é a série Skylanders.

Em Starlink, a versão física traz pacotes diferentes, que oferecem variados modelos de nave, personagem e armas para utilizar no jogo. Você acopla no seu controle um acessório suporte, que permite o encaixe do modelo de nave desejado, e você efetua as trocas na própria nave, modificando a arma desejada bem como o piloto. A alteração é efetuada imediatamente em seu jogo.

Para loucos por coleções de “brinquedos” sobre jogos, é uma boa pedida. Porém, terão de desembolsar um valor maior do que se optar pela versão digital.

Na versão digital as modificações podem ser feitas diretamente do menu de pausa, e serão automaticamente efetivadas quando despausar o jogo. A versão digital básica vem com a maioria dos pilotos, naves e armas.

Mistura de Star Fox com No Man’s Sky?

De modo grosseiro podemos resumir Starlink como uma mistura dos jogos citados. Porém, não é justo reduzi-lo a isto.

A parte Star Fox do jogo é na parte da ação, batalhas e desenrolar da história. A memória afetiva me puxou para o primeiro Star Fox, que saiu para Super Nintendo, e depois me levou para Star Fox 64, de Nintendo 64. Aliás, para possuidores de Nintendo Switch tem alguns bônus interessantes, dos quais falarei daqui a pouco.

Em relação à sua porção No Man’s Sky, é sua parte de exploração de planetas variados. São 7 planetas ao todo, cada um com seu próprio bioma e fauna. É possível coletar recursos de diferentes tipos para entregar aos seus aliados em postos avançados, em troca de “dinheiro”. Você encontrará em cada planeta, diferentes raças de animais, que precisam ser analisados para descobrir os nomes e detalhes de suas espécies.

Durante suas explorações, você irá abusar do loot, sendo que achará diversas modificações para usar em sua naves e armas, cada um dando um bônus em diversos status.

Desta forma, a mescla de estilos tornam Starlink um jogo com características próprias.

Diversidade

A versão mais parruda de Starlink (a Deluxe Edition), traz ao todo 5 tipos de naves (cada uma com diferentes características, como peso, manejo, energia etc., que interferem na jogabilidade), 9 pilotos (cada um com sua aparência, personalidade, e ações especiais próprios), 15 armas (há armas de diferentes categorias, como gelo, fogo, cinético, etc).

De acordo com a nave e as armas escolhidas, é possível montar estratégias de ação. O mais legal é que mesmo durante as batalhas é possível pausar o jogo e alterar a nave/armas e voltar à batalha. Cada inimigo tem suas fraquezas para determinada armas, tornando a escolha de seu arsenal muito mais divertido.

A história do jogo

Starlink é o nome de uma iniciativa, que traz diversos pilotos que exploram o espaço em busca de recursos e relíquias. Durante uma visita ao sistema estelar de Atlas, sua nave mãe, a Equinox, sofre uma emboscada por um horda de inimigos, denominados Legião. O comandante da sua nave é sequestrado, e a tripulação parte em busca de seu resgate e da libertação dos planetas de Atlas das mãos do líder da Legião, um tal de Grax.

A história é bem fraca, não me motivou a continuar jogando por ela. A jogabilidade do jogo em si é o que me motivou a ir até o fim do jogo. É muito gostoso pilotar as naves, trocando as armas conforme se enfrenta as diferentes situações apresentadas no decorrer da partida.

Versão Nintendo Switch

Os felizardos proprietários do console híbrido da Nintendo tem belos adicionais ao jogo. A Ubisoft teve a brilhante ideia de colocar os personagens e naves de Star Fox. Você pode controlar o Fox McCloud e sua nave. O melhor de tudo é que há missões extras, que envolvem Fox e sua equipe.

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Este review foi produzido com cópia do jogo para Xbox One, gentilmente cedida pela assessoria de imprensa da Ubisoft no Brasil.

Gustavo Vegas
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